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sábado, 29 de outubro de 2011

Uma Nova Maneira de Assistir Filmes


Chegou ao Brasil à empresa americana Netflix que revolucionou o mercado entretenimento nos Estados Unidos, a empresa chegou a quebrar a mega Blockbuster. Diferentemente de uma locadora convencional, aqui você não precisa ficar esperando por aquele filme que tanto quer ver mais sempre está locado. Pagando uma mensalidade de R$14,99 por mês, o assinante pode assistir quantos filmes quiser, quantas vezes quiser e ainda retomá-los de onde parou. No mercado americano a Netflix ainda oferece a opção de receber títulos em casa no formato de dvd e blu ray, e tudo sem a pressão do prazo de devolução, aqui ainda esse serviço ainda não está disponível. Totalmente online, o sistema ainda fornece uma lista de recomendações personalizadas de títulos. O acervo voltado para o publico brasileiro ainda não é tão grande como o que está disponível para o publico americano, mas vale a pena experimentar, já que o primeiro mês é oferecido gratuitamente. Além de filmes, está disponíveis algum seriados de tv.

No nosso país essa não é a única opção desse tipo de serviço, tem também a NetMovies, que já conta com a opção de receber os filmes em casa, mas a entrega não está habilitada para todos o Brasil ainda. Acho que vale muito a pena para as pessoas que não querem gastar muito, além do que pode escolher um filme a hora que quiser.

Para as pessoas que não curtem assistir a produções no computador, a dica é conectar o notebook ou pc na tv, é como eu costumo fazer. Basta pesquisar na net o cabo compatível ao seu computador e assistir na comodidade do seu sofá ou da sua cama. Espero que tenham gostado da dica.

www.netflix.com
www.netmovies.com

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O Rei Leão 3D


Depois de ter estreado há 17 anos nos cinemas e feito milhões de pessoas se emocionarem “O Rei Leão” está de volta às grandes telas, mas agora no formato da moda, ou seja, o 3D. Não aconteceram grande modificações na estrutura cinematográfica do filme, a antiga/nova tecnologia nos trás a sensação de profundidade, efeito natural na maioria dos filmes que são rodados em 2D e depois sofrem o convertimento para a terceira dimensão. A conversão da animação clássica da Disney demorou nove meses para ficar pronta, sendo que nos primeiros três meses do processo foram as fases de teste das cenas para depois começar o efetivo trabalho.

Com uma temática clássica shakespeariana onde a luta da família pelo trono tem uma disputa travada por um triangulo a lá “Hamlet”, onde tem as figuras de pai, tio e filho concorrendo ao poder, os diretores Roger Allens e Rob Minkoff utilizaram metáforas visuais para acrescentar significado e peso aos acontecimentos que se desenrolam no decorrer da projeção.

O primeiro título do filme foi “King Of the Jungle”, só depois de outras duas opções chegou-se ao nome final. Já uma das canções mais famosa desse delicioso musical, “Hakuna Matata” cantada pela divertida dupla Timão e Pumba, não fazia parte do roteiro original, ela só entrou no script depois que a equipe de pesquisa que tinha ido até a África apareceu com a frase, que acabou virando o refrão cantado até hoje pelas crianças que assistem ao filme. Apensar de o desenho ter quase uma década, não se pode negar que os habitantes daquela selva ainda emocionam muita gente, e o efeito de profundidade conseguido pela tecnologia do 3D, te deixa mais perto de toda a ação do filme. As cores fortes e o realismo daquela natureza que fazem o ciclo sem fim ser tão importante para o ambiente, é única e envolvente.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O Clube do Livro


Olá gente a dica de hoje é um pouco diferente, não é um filme, mas está relacionado ao tema. Este livro do crítico de cinema David Gilmour é bem legal, conta como ele lidou quando seu filho aos quinzes anos decidiu que não queria mais frequentar a escola, tipo de coisa um tanto comum na America do Norte, já que lá as pessoas não são obrigadas a estudar na escola, elas podem ter aulas em casa, tendo os próprios pais como professores.

O pai então decide fazer uma proposta ao filho, ele pode parar de ir à escola, mas teria que assistir semanalmente a três filmes escolhidos pelo patriarca. As 234 páginas do livro mostra que semana após semana a dupla depois de assistir aos filmes discutia o que era melhor ou pior da telona. Além de ser uma experiencia interessante, o livro traz uma lista de bons filmes que após a leitura se tornam uma obrigatoriedade para quem gosta de cinema, mas confesso que ainda não assisti a todos.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O Escritor Fantasma


A crítica é uma coisa muito subjetiva, e hoje mais uma vez eu provei isso. O filme em questão é o mais uma obra do diretor Roman Polanski, que por sinal foi muito bem vista pelos críticos, mas da minha parte não passa de um filme chato, parado e previsível.

Baseada na obra homônima de Robert Harris, que é também o responsável pelo roteiro, trás um thriller político recheado de traição, cheio de clichês e mistério que pode ser desvendada facilmente nas primeiras cenas. Abordando fatos e características que remetem a autoridades reais, o personagem de Pierce Brosnan, que interpreta um ex primeiro ministro britânico, é facilmente inspirado em Tony Blair.

Tudo começa quando o personagem de Ewan McGregor, um ghost writer, é chamado para terminar de escrever o livro de memórias de Adam Lang, ex Primeiro Ministro da Inglaterra. A trama tem como principal cenário uma ilha isolada, onde Adam está semi-exilado e onde todos são constantemente vigiados “por questão de segurança”. Quem se destaca no longa, é Kim Cattral, a eterna Samantha de “Sex and the City”, não que ela faça um trabalho excepcional, mas consegue se livrar da imagem da amiga tarada de Carrie. (Clique no título para ver o trailer).

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A Onda


Uma realidade que acontece no mundo do cinema é quando Hollywood adapta acontecimentos de outros países para a telona, mas nessa história ocorreu o contrario, a experiência foi feita por um professor de história da pequena cidade de Palo Alto na Califórnia em 1967. Ron Jones resolveu ensinar de uma maneira diferente aos seus alunos autocracia, que nada mais é, que implantar um regime a lá nazismo. Depois dessa experiência, Jones escreveu o ensaio “The Third Wave”, que posteriormente foi transformando em livro por Todd Strasser. Antes de essa versão alemã de 2008, o filme ganhou uma versão televisiva para o canal abc em 1981.

Com um teor político que surpreende, a narrativa que não se torna maçante em nenhum momento, mostra um professor que tem é designado a dar aulas durante uma semana para um grupo de alunos sobre autocracia. Mas como já se é de esperar, os estudantes não querem mais saber que ficarem se repetindo quando o assunto aborda a grande ferida alemã, a ditadura de Hitler. No começo eles não acreditam que um novo governo autoritarista possa ser implantado nos dias de hoje, mas assim como os alunos, o espectador vai descobrindo que não estamos livres disso, e que a manipulação de grupos não é nada assim tão complexa. Diferente professor real, que teve total controle da situação, no filme o “líder”, que é muito querido pelos alunos, se deixa envolver pela dinâmica.

Um sucesso no país germânico, a narrativa tem uma fluência e não conta com frescuras ou invencionices. O diretor que dirige com bastante ritmo e cuidado posiciona a câmera em diversos momentos abaixo do nível dos olhos das pessoas, bem perto do chão, o que deixa que está em cena com um ar de superioridade em relação a quem assiste. (Clique no título para ver o trailer).

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Eu Sou o Número Quatro


Por que temos na nossa imaginação que um alienígena, é sempre um homenzinho verde, de olhos grandes, ou seja, uma coisa bem horripilante?. Eu juro que não teria medo se um dia for abduzida por um e.t. como o número 4, confesso que até ficarei feliz. Assim que John surge na tela, vemos que ele não é muito diferente dos adolescentes que conhecemos, mas que vem de outro planeta, junto com mais oito crianças. Cada uma delas tem um numero e um mentor, espalhadas pelo mundo, são perseguidas por outros alienígenas , que precisam matá-las em um ordem numérica. Quando o número três é morto, John ganha uma cicatriz na perna e logo percebe que acaba de se tornar o próximo alvo. Essa história pode nos parecer muito familiar, lembrando Kal-El, que desenvolve poderes excepcionais e se transforma no Superman.

Baseado em um best-seller escrito por James Frey e Jobie Hughes com o pseudônimo de Pittacus Lore, essa é a primeira parte de uma série prevista para seis títulos. Na direção está D.J. Caruso que já comandou “Paranóia” remake versão adolescente do maravilhoso “Janela Indiscreta” do mestre Alfred Hitchcock, já na produção está Michael Bay de “Batman Begins”. A abertura tem uma bela tomada área, com uma seqüência na floresta escura, que antecipa o ataque que mata o número 3, é bem realizada tecnicamente e abre o filme deixando o espectador curioso. Na era dos efeitos especiais, bons roteiros são peça de museu, aqui não é muito diferente, tentando tirar proveito de uma historia de ficção cientifica que traz um elenco bonito, mas tem um roteiro previsível que infantiliza os personagens adolescentes.

Com poderes a lá X-Men, o longa, que foi rodado em Murrysville, na Pennsylvania, consegue entreter quem decide comprar a idéia, mas contém várias pontas soltas e coisas mal explicadas. Essa ação/aventura com toques de ficção científica e romance adolescente tem lutas bem coreografadas e ainda deixa uma abertura no final para um possível segundo filme, que de acordo com a roteirista Marti Noxon, que adaptou essa primeira parte, não sairá tão cedo, pois o projeto está engavetado, e o segundo livro ainda nem saiu, o que deve ocorrer ainda esse ano. (Clique no título para ver o trailer).

sábado, 16 de julho de 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Part. II (Gran Finale)


Um misto de tristeza e euforia tomou conta de mim no momento em que sentei na tradicional poltrona vermelha do cinema, para aguardar o inicio da última estréia de um filme da saga de “Harry Potter”. Assim como os atores cresceram junto com seus personagens, nós fãs também crescemos com eles, foi uma espécie de amizade, cumplicidade. Nostalgicamente ali, naquele mesmo cinema relembrei às vezes em que eu estive lá com minha turma na fila da estréia do primeiro filmes, esperando para saborear mais uma aventura do trio de bruxos. A cada novo livro que era transforma em filme, ficávamos na expectativa do filme e do próximo livro a ser lançado. Em cada novo filme a saga ganha mais força, maior orçamento e melhor qualidade. Mais de dez anos se passaram desde o primeiro livro que li, eu me lembro, estava na sexta série, tinha acabado de conhecer meus amigos, e graças a J.K. Rowling, tomei gosto pela leitura. Hoje eu e meus amigos estamos formados, uma até já teve filhinho que já assiste a saga, e hoje aconteceu à pontuação final dessa Era.

Hoje chegou oficialmente aos cinemas brasileiros a última parte dessa história e ela começa exatamente aonde termina o longa anterior. Esta seqüência favorece o público que conhece o enredo do livro e seus personagens, ou seja, quem não acompanhou os outros filmes, ou não leu o livro vai ficar um pouco perdido. Com mais dinâmico que o anterior, aqui todas as pendência deixada pelo outros filmes são resolvidas de uma maneira bem satisfatória e bem amarradas, deixando grandes momentos em segundo plano, mas mesmo assim a projeção se mantém interessante do começo ao fim. Tendo um tom mais obscuro, dramático, e um pouco pesado e adulto, o diretor David Yates, que dirigiu outros três longas da saga fez a sua leitura dar uma dimensão definitiva para a história.

Usando uma edição mais frenética na hora da edição, o filme ficou mais dinâmico que o anterior na hora de desenrolar as parte importante da narrativa, mas tem vários momentos de tensão também, tudo na medida certa. Tudo isso foi embalado por uma trilha sonora melancólica, composta pelo Francês Alexandre Desplot de “O Discurso do Rei”, que já foi quatro vezes indicado ao Oscar.

Com um visual incrível, que faz aquele universo transparece muito real, as batalhas, os feitiços lançados, as viagens pelas lembranças de alguns personagens, as destruições, tudo sem parecer exagerado. É claro que não faltam algumas pitadinhas de humor e romances, com esses ingredientes, é quase que impossível você tirar os olhos da telona. Com vários destaques na interpretação, o bom entrosamento do trio central é inquestionável.

A direção de arte fez um trabalho impecável, não só com os cenários grandiosos, mas também com os sutis efeitos de iluminação que deixam Hogwarts com um clima frio e cinzento. A equipe teve que recriar os cenários do filme, porque os sets a principio eram feitos de uma camada fina de madeira e cobertos de gesso para dar uma textura de pedra. Mas para esse último filme, um novo set enorme foi construído e as ruínas tridimensionais foram projetadas no chão, recebendo um ar mais solido. Esses cenários da escola sofrem um grande incêndio durante gravação de cena de batalha que deu errado, provocados por uns explosivos que foram usados na cena, os bombeiros demoram cerca de quarenta minutos para apagar as chamas.

Normalmente em uma sessão de cinema, detesto manifestação sem necessidade da platéia, mas hoje tudo era festa, tudo era aceitável, menos é lógico um final desastroso e/ou fraco para essa tão emocionante aventura mágica, e é claro isso não aconteceu. Pretendo voltar mais algumas vezes ao cinema para contemplar esse último episodio. (Clique no Título para ver o trailer!)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Em Breve...

Para todos que estão aguardando a volta do blog, queria adiantar que isso acontecerá entre sexta e sábado dessa semana, o filme comentado será a última parte da saga mais rentável do cinema. Vem ai, na Sexta "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Part. II". Aguardem...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A Retomada do Blog "Novo"


Olá pessoal, estou de volta, queria muito agradecer aos seguidores que mesmo com o blog desatualizado continuaram frequentando o blog, até novos seguidores surgiram, obrigada mesmo.

Bom, depois desses longos meses, que eu estive nos Estados Unidos, eu estou de volta, e o blog será retomado, mas ainda não sei se essa atualização será diária, como era antes no inicio do blog. De qualquer maneira estarei por aqui, espero que continuem me acompanhado, porque estou cheia de planos para esse espaço aqui. A todos muito obrigado pela companhia, luz, câmera, ação.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Uma Nova Fase se inicia......

Olá, queridos amigos que acompanham meu blog, como está evidente estou um tanto ausente das postagens e comentários, mas tudo isso é por uma boa causa, como já comentei anteriormente estou de partida para a terrinha do Tio Sam, embarco no dia 4 de janeiro e permanecerei em solo Americano por 7 meses. Desde o inicio dessa idéia que surgiu através de conversar com amigos, a intenção era não só dividir meus pontos de vistas em relação às produções, como me aperfeiçoar e estudar mais sobre a sétima arte. O projeto inicial era assistir a 365 filmes durante dos 365 dias desse ano, começados no dia 1º de março, mas que infelizmente não concluir, não por falta de competência e vontade, como alguns torceram que aconteceria, pelo contrario, foi por novos rumos que a minha vida tomou, pois vamos concordar, em um ano muita coisa pode acontecer, ainda mais se soubermos agarrar a oportunidades, e foi o que eu fiz. Oportunidades não iram faltar para novos projetos assim. Iniciarei um blog para falar da minha jornada por lá, que concretiza terá muito sobre o mundo mágico do cinema, já que estou indo para a Califórnia, antro de todo esse magnífico mundo. Quem quiser me acompanhar será uma ótima companhia, se não no encontraremos por ai.... Logo, logo o endereço do meu diário de bordo.... Feliz Natal para todos, e que 2011 esteja cheio de realizações, oportunidades, crescimento, que os sonhos se tornem verdade, pois nosso futuro já começou... quase um plágio, mas quando desejamos de verdade, tá valendo.... Beijos, Até Breve......

sábado, 20 de novembro de 2010

De Encontro com o Amor


Ok, gente para tirar a dúvida de muitos, o blog não está com problema. Como já postei anteriormente, em janeiro estou indo fazer intercambio, então esses últimos meses são de total preparação, aulas de inglês, presença diária na academia, entre outras coisas, com isso também veio a preguiça, então por isso que os textos estão atrasados, mas estou empenhada em colocá-los em dia. Agradeço a compreensão.

O filme de hoje, vem recheado de um romance água com açúcar, que ora é comédia, ora é drama, se desenrola em terras européias, para ser mais exata, no interior da Itália, onde é claro proporciona lindas paisagens e locações ao espectador. Responsável não só pelo roteiro como também pela direção, Brad Mirman, nos conta a estória de um jovem escritor que trabalha em uma editora e é designado pelo seu chefe a encontrar um famoso escritor, que por é ídolo do jovem, e fazê-lo voltar a escrever. O famoso autor deixou de escrever após a morte de sua esposa, ele exprime por ela uma paixão interminavelmente linda, porém marcada pela dor da perda e da saudade, tudo isso o leva a um bloqueio criativo, que o leva a se esconder na bela cidadezinha italiana. Esta romântica co-produção entre a França, Itália e Reino Unido, tenta disfarçar-se durante quase todo que longa. As paisagens do Sul da Itália, as músicas, a poesia, o bloqueio, tudo remete ao amor. Como todo filme romântico que se preze existe os contrates da vida, o antes, que aqui é a vida corrida em Londres e a nova descoberta, que é os louvores simples do campo. Com uma trilha sonora linda e divertida, como por exemplo, o “karaokê” do pessoal cantando “Walk Like a Man”, entre outras canções; tem também Elivis Presley com “It’s Now or Never”; e para um dança mai caliente “Sways” de Xavier Cujat, música essa que é um clássico de varias outras produções. Lançado diretamente em DVD no Brasil, o filme tem um bom elenco. (CLIQUE NO TÍTULO PARA VER O TRAILER).

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Vida de Insetos


A Pixar sempre cria um universo particular para seus filmes, foi assim logo no seu longa animado de estréia “Toy Store” e não seria muito diferente no segundo filme lançado apenas três anos depois “Vida de Inseto”. Estreando nas telonas em 1998, a animação, que foi a primeira computadorizada a ser lançada em widescreen, tem como base uma das fábulas de Esopo. A produção também deu inicio a tradição de lançar teasers com cenas não exibidas no filme. Um mês antes de seu lançamento, a concorrente da Pixar, a Dreamworks lançou o “FormiguinaZ” que conta uma história semelhante.

Desta vez, o mundo é dos insetos, mais centralizando em um formigueiro onde uma colônia trabalha diariamente para conseguir armazenar o máximo de comida possível para o inverno. Até ai tudo bem, mas o problema é que as pequenas criaturas precisam juntar comidas não só para elas, mas também para os gafanhotos, que vivem ameaçando-as. Como toda família tem sempre um atrapalhado, aqui não seria diferente, o cara da vez é Flik, uma formiga macho metida a inventor. Certo dia, enquanto trabalha recolhendo a comida, Flik cria um “instrumento” que pode ajudar a colônia a aumentar o montante da comida, mas como disse antes o cara é atrapalhado, um acidente acontece e tudo o que já havia sido coletado é perdido. O desespero toma conta das formigas e logo os gafanhotos às colocam contra a parede, o que leva o pequeno trapalhão desbravar o mundo além do formigueiro em busca de ajuda.

Com personagens carismáticos, a produção tem um extraordinário trabalho com cores e uma esplêndida direção de fotografia, que conta com vários movimentos refinados de câmera e enquadramentos precisos. Em determinados momentos através do uso da câmera subjetiva, o expectador é levado a entrar realmente naquele mundo, como por exemplo, a passar a ter a visão de uma mosca. As locações construídas são belíssimas e garante um visual espetacular à animação, além disso, a equipe do longa consegue fazer a atmosfera do ambiente, criada com as cores verde e azul , remeter um clima de paz, mas mudando também assim que os gafanhotos chegam e deixam o local mais escuro.

Assim como nos próximos filmes que seriam feitos pela Pixar, “Vida de Insetos” tem referencia e homenagens a outros filmes. No circo onde Flik encontra a trupe, tem umas caixas e nelas é possível ler J. Grant, quem vem a ser o roteirista de “Dumbo” de 1941, já no “trem” da turma do picadeiro, é formado por caixas de biscoitos para animais da marca Casey Jr., que vem a ser a mesma marca de trem do circo que aparece também em “Dumbo”. Outra referencia que pinta nas imagens, é a pickup do planet pizza de “Toy Store”, ela aparece ao fundo, quando um inseto esta voando para uma luz. Já o personagem Dim, um besouro rinoceronte, que tem o mesmo nome da personagem homônima do filme “Laranja Mecânica” de 1971.

O diretor do longa John Lasseter e o co-diretor Andrew Stanton, dublam na versão americana, os dois mosquitos que se aproximam da luz, que por sinal é uma das minhas cenas favoritas. (Clique no título para ver o trailer).

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Noites de Tormentas


Mais um filme que foi baseado em mais um best-seller de Nicholas Sparks, mas que ao ser transformado em um longa, sofreu algumas alterações em relação ao livro. Desta vez, é sobre uma mulher que está se separando do marido, que passará o final de semana longe dos filhos, e para fechar com chave de ouro, uma amiga que possui uma pousada em uma cidade litorânea na Carolina do Norte, pede para Adrienne Willis, papel de Diane Lane, que tome conta de sua pousada por uns dias. Como precisa de refugio para pensar no momento em que está passando, Adrienne aceita, mas o que ela não esperava é que um hospede aparecesse por lá, e esse homem é nada mais, nada menos que Richard Gere, no papel do Dr. Paul, um médico fechado, separado que não consegue ter uma boa relação com seu filho, também médico. Mas o pior ainda esta por vir, uma tempestade se aproxima do povoado.

Cuidadosamente feito para fazerem suas lagrimas aflorarem com as quantidades de clichês, o longa na trás absolutamente nada de novo e realmente não é dos melhores. Os belos cenários que são necessários para um romance, aqui são captados pelo diretor de fotografia, o brasileiro Affonso Beato, mas nem isso, ou a repetição da parceria de Richard com Diane, são capazes de salvar a produção de um desastre maior do que o causado pelo furacao que assombra os personagens. (Clique no título para ver o trailer).

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